Gamification para engajar

Gamification permite que as pessoas façam parte de histórias criadas por elas, sejam protagonistas, e reconhecidas pelo desempenho.

Uma busca rápida no Google é capaz de dizer que o conceito de gamification (gamificação, em português) é relativamente recente – surgiu nos anos 1970, associado a programação de desenvolvimento de softwares.

Existe uma estimativa de que até 2018, segundo o Gartner, o gamification será um mercado de mais de 5 bilhões de dólares em todo o mundo.

O método de gamification incorpora atributos presentes em games, como competição e cooperação e tudo que pode estar relacionado a elas – resolução de problemas, avanço de níveis de dificuldades, premiações, punições etc.

A raiz do gamification está apenas nos games?

Como a teoria é reflexo da prática, o gamification vem sendo incutido na vida de todo ser humano, muito antes dos anos 1970, através das figuras que mais influenciam o comportamento das pessoas, pais e mães.

Acontecia assim: você queria muito alguma coisa quando era criança e seus pais lhe ensinavam a lutar para conseguir aquilo. Os objetivos poderiam ser os mais singelos, como ter uma bicicleta, até os mais difíceis, como ter um irmão (ou irmã) para jogar futebol no quintal de casa, por exemplo.

Pensando nisso, a marca de chocolate Stratos lançou uma propaganda – você pode assisti-la a seguir – que mostra como um garoto, cansado de não ter com quem brincar, bolou uma estratégia para que seus pais lhe dessem um irmão.

Do que o gamification é capaz?

O Gartner sintetizou as principais técnicas do método de gamification. A primeira delas diz respeito à velocidade acerca de avaliações de desempenho, por exemplo. Enquanto que no mundo físico, feedbacks são atribuídos com “lentidão”, o contexto do gamification permite que esse processo seja mais rápido e mantenha o engajamento para cumprimento de tarefas.

Gartner relata ainda que, se no mundo físico as regras existem com subjetividade, com o gamification elas são encaradas com objetividade. Afinal, é gratificante poder terminar tudo dentro do prazo e evitar retrabalho. (Quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa.)

O gamification permite que as pessoas façam parte de uma história, segundo Gartner. Mais do que isso, possibilita que elas criem suas próprias histórias, sejam protagonistas, e reconhecidas pelo desempenho.

A quarta técnica que Gartner observa sobre o uso de gamification se refere a metas reais. Dessas que são capazes de fazer alguém se dedicar rotineiramente ao desenvolvimento do novo projeto da empresa, para que, no final do mês, possa obter uma bonificação pelo cumprimento das metas de curto prazo que foram estipuladas.

Gamification para engajar

O cotidiano empresarial pode estar envolto de desmotivação. Seja porque os funcionários não se sentem parte da organização, seja porque os salários que recebem são incompatíveis com o mercado, seja porque eles não têm o devido reconhecimento do trabalho que fazem. (Se você tem outro motivo, pode comentar.)

Seja qual for a visão que determinada empresa tenha, todos os funcionários dela precisam tê-la junto de si, concatenada com seus objetivos pessoais e profissionais.

Mas a empresa também precisa fazer sua parte. Se um funcionário objetiva ser uma referência em pós-venda, a empresa precisa integrá-lo à sua visão. Não há algo mais desmotivador do que uma empresa que não se importa com os sonhos e ambições de seus funcionários.

Gamification para engajar
(Imagem original: Shutterstock)

Tal como acontecia na infância, as pessoas gostam/precisam atingir seus objetivos, evitar punições e serem recompensadas. Com a intenção de tornar o ambiente corporativo mais desafiador e engajador, as empresas têm aplicado a metodologia de gamification ao seu dia a dia.

SugarCRM + Splash

Uma das parceiras de SugarCRM, a Intelestream, desenvolveu um aplicativo focado em gamification, o Splash, que foi o grande vencedor do App Throwdown do SugarCon de 2017. Através do Splash, é possível que os funcionários de uma empresa encontrem incentivos para reativar a motivação interna.

A promessa do aplicativo é a de tornar tarefas habituais, que muitas vezes se tornam tediosas e chatas devido à sua repetição, em etapas de um processo cujos os resultados podem contemplar os “competidores” com o reconhecimento que tanto almejam.

Seguindo as regras de Splash, avançando os níveis, e mensurando resultados, os efeitos do seu uso podem engajar funcionários, melhorar as vendas e aumentar a receita de uma empresa. Que tal começar agora?